Entenda a doença obesidade

admin • 3 de novembro de 2019

A doença obesidade está presente em mais de 20% da população brasileira, segundo dados da revista Exame. Essa informação se dá mesmo em meio a taxas que apresentam melhoras na ingestão de frutas e hortaliças.

De forma geral, os dados extraídos da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico ( Vigitel ) apontam que o brasileiro ainda está se alimentando em excesso através de fontes ultra processadas.

Além de conterem calorias vazias, esses tipos de alimentos ainda são pioram quadros de demais doenças que tendem a surgir junto com a doença obesidade , como as do coração e o diabetes. Mas será que está tudo perdido?

Lidando com a doença obesidade

A doença obesidade é a segunda maior causa de morte em todo o mundo e, por mais que muitas pessoas ainda não saibam disso, existem diversas formas de se lidar com ela.

A primeira delas é a psicológica, uma vez que, conforme informado com maior abrangência no nosso artigo “A relação entre emoção e alimentação”, existem comprovações que ligam a obesidade a outras doenças como a depressão e o estresse excessivo.

Em seguida, é possível começar a analisar os sintomas físicos da doença, buscando formas de minimizá-los. Entenda:

  • Os cuidados psicológicos com a obesidade;
  • Medicina multidisciplinar atuando nos sintomas físicos da doença obesidade ;
  • Intervenções conjuntas e tratamentos;
  • Intervenções cirúrgicas.

Os cuidados psicológicos com a obesidade

Ao se falar da doença obesidade , a relação entre sua presença e fatores psicológicos é inegável.

Muitas pessoas possuem uma relação extremamente desarmonizada com a alimentação, levando-a como algo compensatório ou como um prêmio pela sobrevivência em uma existência estressante, e muitas vezes frustrante.

Analisar os fatores emocionais que dificultam a relação entre a alimentação e a emoção faz com que seja possível minimizar a piora do quadro do paciente que, após algumas intervenções pontuais, pode e deve aliar seu tratamento ao que diz respeito aos seus sintomas físicos.

Medicina multidisciplinar atuando nos sintomas físicos da doença obesidade

Muitas vezes, os sintomas físicos ligados à obesidade tendem a ser preocupantes: colesterol alto, pressão cardíaca anormal, pretensão ao diabetes, a própria presença do diabetes e mais fatores podem ser citados.

Uma vez que há o alinhamento entre os sintomas emocionais e os sintomas físicos, uma equipe de medicina multidisciplinar pode começar a se engajar para tratar de forma completa um paciente que sofre com a doença obesidade.

Nesse time multidisciplinar pode-se destacar a presença de um endocrinologista, capaz de analisar as taxas metabólicas e hormonais do corpo do paciente, um nutrólogo, que analisa a qualidade nutricional de sua alimentação e um nutricionista, que monta um cardápio adequados às suas necessidades.

Além desses, pode-se contar até mesmo com um especialista em medicina esportiva, atuando na otimização do desempenho físico do paciente e na recomendação de exercícios que o capacitem a buscar um futuro longínquo e com qualidade de vida.

Cada um desses profissionais, inclusive o psicólogo ou psiquiatra, deve atuar levando em conta as demandas específicas de cada paciente, além de suas limitações e expectativas.

Intervenções conjuntas e tratamentos

Feitas todas as análises cabíveis acima, é hora de oferecer ao paciente um tratamento que compile todos os fatores acima citados e que, acima de tudo, respeitem os limites do paciente e respeite suas limitações – emocionais ou físicas.

Diversas opções de tratamento podem ser recomendadas, como a adoção de um estilo de vida composto por uma alimentação personalizada junto a um regime de exercícios também personalizado.

Também pode-se contar com a adição à esse plano de medicações que regulem níveis hormonais no paciente, levando-o a um resultado mais satisfatório e em menos tempo.

Finalmente, pode ser que apenas a intervenção cirúrgica seja uma boa solução. Porém, essa não é uma escolha tão simples quanto parece e deve ser feita somente junto a esses profissionais.

Intervenções cirúrgicas

A depender do método cirúrgico escolhido para cuidar de seu quadro da doença obesidade , é possível que ele seja bastante invasivo e exija que você passe por um período de adaptação bastante rigoroso e delicado.

Por isso, se intervenção cirúrgica – feita através da chamada cirurgia bariátrica – for recomendada, é preciso estar preparado para mudar drasticamente, antes e depois da cirurgia, seus hábitos e seu estilo de vida.

Caso isso não seja feito, a cirurgia pode se mostrar arriscada demais para o paciente. É por isso que uma série de médicos fazem recomendações pontuais para pacientes que precisam se adaptar ao pré-operatório.

A cirurgia bariátrica tem como foco o combate à doença obesidade , não devendo ser vista como uma solução estética. Fale sempre com os profissionais acima citados antes de se decidir por qualquer forma de tratamento.

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O que é remissão de diabetes tipo 2 Remissão de diabetes tipo 2 é o estado em que a glicemia em jejum e a hemoglobina glicada permanecem dentro da faixa normal por um período sustentado, sem uso de insulina ou de medicação hipoglicemiante. O paciente para de precisar do remédio para manter os números em ordem, porque o mecanismo metabólico que causava a doença foi corrigido, não apenas mascarado . Isso é diferente de controle , que é o resultado mais comum do tratamento convencional: os números ficam bons enquanto o paciente toma o remédio certo, na hora certa, todos os dias. No momento em que a medicação para, a glicemia volta a subir, porque a causa metabólica continua ali. A remissão também é diferente de cura . A predisposição metabólica que levou à diabetes não desaparece, e por isso o acompanhamento médico continua sendo necessário. Mas o paciente deixa de depender de picar o dedo, de aplicar insulina e de ajustar dose de remédio para viver dentro da normalidade. Por que o tratamento convencional raramente chega à remissão O tratamento padrão de diabetes tipo 2, com metformina, outros hipoglicemiantes orais e, em estágios mais avançados, insulina, foi desenhado para controlar a glicemia enquanto a doença avança. Ele reduz o açúcar no sangue, mas não reverte a resistência à insulina nem a disfunção das células do pâncreas que estão na origem do problema. Com o tempo, é comum que a dose precise aumentar, que novos remédios sejam somados aos antigos e que a insulina injetável entre no tratamento. O paciente segue tudo certo e, mesmo assim, vê a doença progredir, porque o remédio trata o sintoma, não a causa . Isso explica por que tanta gente com diabetes tipo 2 vive anos, às vezes décadas, no mesmo ciclo: exame, ajuste de dose, novo exame, novo ajuste. E por que a notícia de que existe um caminho para sair desse ciclo costuma ser recebida com desconfiança antes de ser recebida com esperança. O que a ciência mostra sobre remissão via cirurgia metabólica A cirurgia bariátrica e metabólica é hoje o tratamento com a maior taxa de remissão de diabetes tipo 2 documentada na literatura médica, especialmente para pacientes com obesidade associada à doença. Estudos de acompanhamento de longo prazo mostram remissão em uma parcela expressiva dos pacientes operados , com resultado mantido por anos após o procedimento, algo muito acima do que qualquer combinação de medicação isolada costuma alcançar. Sociedades médicas internacionais, como a American Diabetes Association (ADA), já incluem a cirurgia metabólica como opção formal de tratamento para diabetes tipo 2 em pacientes elegíveis, e não apenas como tratamento de obesidade . O motivo é fisiológico: o procedimento altera a forma como o intestino se comunica com o pâncreas e com os hormônios que regulam açúcar no sangue e apetite, muitas vezes gerando melhora na produção e na sensibilidade à insulina em dias ou semanas, bem antes de qualquer perda de peso relevante acontecer. É uma ação direta na causa metabólica da doença, não apenas no sintoma. Quem tem mais chance de alcançar a remissão Nem todo paciente com diabetes tipo 2 tem o mesmo potencial de remissão , e essa é uma informação importante para não criar expectativa fora da realidade clínica. De forma geral, a literatura aponta maior chance de remissão em quem tem: Menos tempo de diagnóstico da diabetes Ainda produz uma quantidade razoável de insulina própria Usa menos tempo de insulina injetável ou ainda não iniciou o uso IMC compatível com os critérios de indicação de cirurgia metabólica Isso não significa que quem tem diabetes há mais tempo ou já usa insulina esteja fora de qualquer possibilidade de tratamento. Significa que a avaliação precisa ser individual , feita por quem entende tanto de diabetes quanto de cirurgia metabólica , para dizer com honestidade o que é realista em cada caso. O Protocolo de Reversão Metabólica O Dr. Marcelo, especialista em cirurgia bariátrica e metabólica com mais de 7.000 pacientes tratados, desenvolveu o Protocolo de Reversão Metabólica para pacientes com diabetes tipo 2 que já tentaram o caminho do remédio e querem entender se têm um caminho de remissão disponível. O protocolo trata a causa metabólica da diabetes, com avaliação individual completa antes de qualquer indicação, acompanhamento multidisciplinar durante e depois do procedimento, e o objetivo declarado de reduzir ou eliminar a dependência de medicação contínua , sempre respeitando o que é possível para o histórico e o quadro clínico de cada paciente. É um tratamento com início, meio e fim, o que muda a lógica de quem está acostumado a renovar receita todo mês sem data para parar. E quem já usou Ozempic ou Mounjaro para a diabetes? Muitos pacientes com diabetes tipo 2 usam canetas emagrecedoras como semaglutida (Ozempic) ou tirzepatida (Mounjaro) como parte do tratamento medicamentoso. Essas medicações ajudam a controlar a glicemia e reduzem peso enquanto estão em uso , mas seguem a mesma lógica do controle contínuo: quando o tratamento para, o efeito também para, e o reganho de peso costuma vir junto , muitas vezes acompanhado da piora da glicemia. (Ver artigo "Reganho de Peso Depois da Caneta Emagrecedora". ) Ter usado GLP-1 antes não impede a avaliação para o Protocolo de Reversão Metabólica. Pelo contrário, esse histórico ajuda o Dr. Marcelo a entender como o corpo do paciente respondeu ao tratamento hormonal e a estimar melhor o potencial de remissão pela via metabólica. Quem já sentiu efeitos colaterais da medicação (ver artigo "Efeitos Colaterais da Caneta Emagrecedora" ) ou já passou pelo ciclo de melhora seguida de reganho tem, nesse ponto, um motivo a mais para considerar uma alternativa com resultado definitivo. O que muda no dia a dia depois da remissão Para quem vive a rotina de diabetes há anos, a remissão tem um efeito prático que vai além do exame de sangue: Parar de picar o dedo todos os dias Deixar de aplicar insulina, quando o quadro permite Reduzir o medo de complicações como problemas renais, na visão e nas extremidades Comer em família sem o cálculo constante de carboidrato e dose Reverter, em muitos casos, sintomas associados como a queda de sensibilidade nas extremidades e a disfunção erétil ligada ao descontrole glicêmico Nenhum desses pontos é garantido para todos os pacientes, e por isso a avaliação individual é o primeiro passo, não a decisão final. Perguntas frequentes sobre remissão de diabetes tipo 2 Diabetes tipo 2 tem cura? Não da forma como se entende cura para uma infecção, por exemplo. O termo correto usado pela medicina é remissão: o paciente mantém a glicemia normal sem remédio, mas a predisposição metabólica continua existindo, e por isso o acompanhamento médico segue necessário. Qual a diferença entre controlar e reverter a diabetes tipo 2? Controlar é manter a glicemia estável enquanto se toma o remédio todos os dias. Reverter, ou entrar em remissão, é manter a glicemia normal sem depender da medicação, porque a causa metabólica da doença foi tratada, não só o sintoma. A cirurgia bariátrica cura a diabetes tipo 2? A cirurgia metabólica é hoje o tratamento com a maior taxa de remissão de diabetes tipo 2 documentada, especialmente em pacientes com obesidade associada. O resultado varia de paciente para paciente e depende de fatores como tempo de diagnóstico e uso prévio de insulina, por isso a indicação exige avaliação individual. Quem já usa insulina pode buscar a remissão da diabetes? Pode ser avaliado, mas o tempo de uso de insulina é um dos fatores que influenciam a chance de remissão. Quanto antes a avaliação acontece, maior costuma ser o potencial de resultado, o que não significa que pacientes com uso mais longo de insulina estejam automaticamente fora da possibilidade de tratamento. Quem já usou Ozempic ou Mounjaro pode ser avaliado para o Protocolo de Reversão Metabólica? Sim. Ter usado GLP-1 anteriormente não impede a avaliação e ajuda o médico a entender melhor o histórico metabólico do paciente antes de indicar o tratamento mais adequado. Quanto tempo leva para a diabetes entrar em remissão depois da cirurgia metabólica? Em muitos pacientes, a melhora na glicemia começa dias ou semanas após o procedimento, antes mesmo de uma perda de peso relevante, porque a cirurgia age diretamente nos hormônios que regulam açúcar no sangue. Quer saber se você tem chance de remissão? Se você tem diabetes tipo 2, já tenta controlar a doença há anos e quer entender se o seu caso tem potencial de remissão, o primeiro passo é uma avaliação individual com quem trata esse tipo de caso todos os dias.
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