A Obesidade é uma doença e não “falta de força de vontade”

admin • 5 de fevereiro de 2021

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a obesidade é uma doença crônica e uma epidemia global.

No Brasil, cerca de 20% da população tem obesidade e o excesso de peso está presente em cerca de 60% das pessoas, sendo que os números apresentam um aumento expressivo nos últimos anos  e a tendência é de subirem cada vez mais.

Por outro lado, ainda existem muitos estigmas em relação à obesidade. Isso porque, muitas pessoas associam esta condição à falta de força de vontade para parar de comer em excesso e se exercitar.

Muitas pessoas também relacionam obesidade como estar acima do peso e não como estar portando uma doença.

Todavia, devemos deixar claro que a obesidade não é uma escolha e está associada a muitos fatores que merecem ser avaliados com atenção.

A obesidade é uma doença e merece a devida atenção

A obesidade é definida como excesso de gordura corporal, em quantidade que determine prejuízos à saúde.

No geral, usamos o índice de Massa Corporal (IMC) como um dos parâmetros para diagnosticar se uma pessoa tem obesidade ou  sobrepeso.

No entanto, este índice, apesar de útil, é bastante simplório, pois através dele, não conseguimos avaliar a estrutura corporal e também sabemos que na realidade, a obesidade é uma doença multifatorial causada por uma série de questões, por exemplo:

  • Fatores genéticos;
  • Distúrbios metabólicos;
  • Problemas sociais;
  • Distúrbios psicológicos.

Para se ter uma ideia, de acordo com a Sociedade Brasileira De Endocrinologia e Metabologia , a genética contribui com 70% para o desenvolvimento da obesidade.

Além disso, alguns distúrbios psicológicos e emocionais podem estimular a pessoa a consumir alimentos hipercalóricos ou ricos em açúcar.

O que ocorre muitas vezes é que, devido à falta de informações adequadas e do julgamento de pessoas não obesas, a pessoa com obesidade pensa que é culpada pela sua doença e associa sua condição à falta de força de vontade.

Assim, pode acabar entrando em um espiral descendente ainda maior, pois isso desencadeia processos de baixa autoestima, sensação de incapacidade, ansiedade e depressão.

Além disso, existem uma série de complicações e outras doenças que podem ocorrer devido a obesidade, por exemplo:

  • Hipertensão arterial;
  • Aumento do colesterol e triglicérides;
  • Diabetes;
  • Apneia do sono;
  • Acúmulo de gordura no fígado;
  • Infarto;
  • Acidente vascular cerebral.

É necessário procurar ajuda médica

Uma coisa é certa: para combater a obesidade o paciente precisará de ajuda médica.

Mais que isso, será preciso fazer um diagnóstico preciso para identificar todas as possíveis causas desta doença e então direcioná-lo para as diversas especialidades que forem necessárias.

O tratamento da obesidade é multidisciplinar e deve contar com ajuda de muitos profissionais e diversas formas de terapias.

Assim, podem fazer parte do time endocrinologistas, nutrólogos, nutricionistas, psicólogos, psiquiatras, médico do esporte, educadores físicos, cirurgiões, entre outros profissionais.

As mudanças no estilo de vida serão essenciais com a adoção de uma dieta menos calórica e um programa de exercícios físicos adequado.  

Além disso, pode ser necessário o uso de medicamentos, como controladores de apetite, ansiolíticos e antidepressivos. 

Todavia, isso irá depender do quadro de saúde de cada paciente e somente um profissional especializado poderá indicar a melhor forma de agir.

Existe ainda a possibilidade de realização da cirurgia bariátrica , principalmente, para pacientes que possuem IMC acima de 35 e tenham doenças associadas à obesidade, ou para aqueles que têm IMC acima de 40 e não conseguem emagrecer com outros tratamentos.

Diante disso, fica evidente a complexidade desta doença e a necessidade de acompanhamento médico regular.

Portanto, se você estiver obeso ou conhecer alguém próximo com esta doença, livre-se de todo e qualquer preconceito, comentários e pensamentos destrutivos.

Seja consciente, busque ajuda e orientação! Assim, essa jornada será muito menos difícil e mais positiva.

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Por que o tratamento convencional raramente chega à remissão O tratamento padrão de diabetes tipo 2, com metformina, outros hipoglicemiantes orais e, em estágios mais avançados, insulina, foi desenhado para controlar a glicemia enquanto a doença avança. Ele reduz o açúcar no sangue, mas não reverte a resistência à insulina nem a disfunção das células do pâncreas que estão na origem do problema. Com o tempo, é comum que a dose precise aumentar, que novos remédios sejam somados aos antigos e que a insulina injetável entre no tratamento. O paciente segue tudo certo e, mesmo assim, vê a doença progredir, porque o remédio trata o sintoma, não a causa . Isso explica por que tanta gente com diabetes tipo 2 vive anos, às vezes décadas, no mesmo ciclo: exame, ajuste de dose, novo exame, novo ajuste. E por que a notícia de que existe um caminho para sair desse ciclo costuma ser recebida com desconfiança antes de ser recebida com esperança. O que a ciência mostra sobre remissão via cirurgia metabólica A cirurgia bariátrica e metabólica é hoje o tratamento com a maior taxa de remissão de diabetes tipo 2 documentada na literatura médica, especialmente para pacientes com obesidade associada à doença. Estudos de acompanhamento de longo prazo mostram remissão em uma parcela expressiva dos pacientes operados , com resultado mantido por anos após o procedimento, algo muito acima do que qualquer combinação de medicação isolada costuma alcançar. Sociedades médicas internacionais, como a American Diabetes Association (ADA), já incluem a cirurgia metabólica como opção formal de tratamento para diabetes tipo 2 em pacientes elegíveis, e não apenas como tratamento de obesidade . O motivo é fisiológico: o procedimento altera a forma como o intestino se comunica com o pâncreas e com os hormônios que regulam açúcar no sangue e apetite, muitas vezes gerando melhora na produção e na sensibilidade à insulina em dias ou semanas, bem antes de qualquer perda de peso relevante acontecer. É uma ação direta na causa metabólica da doença, não apenas no sintoma. Quem tem mais chance de alcançar a remissão Nem todo paciente com diabetes tipo 2 tem o mesmo potencial de remissão , e essa é uma informação importante para não criar expectativa fora da realidade clínica. De forma geral, a literatura aponta maior chance de remissão em quem tem: Menos tempo de diagnóstico da diabetes Ainda produz uma quantidade razoável de insulina própria Usa menos tempo de insulina injetável ou ainda não iniciou o uso IMC compatível com os critérios de indicação de cirurgia metabólica Isso não significa que quem tem diabetes há mais tempo ou já usa insulina esteja fora de qualquer possibilidade de tratamento. Significa que a avaliação precisa ser individual , feita por quem entende tanto de diabetes quanto de cirurgia metabólica , para dizer com honestidade o que é realista em cada caso. O Protocolo de Reversão Metabólica O Dr. Marcelo, especialista em cirurgia bariátrica e metabólica com mais de 7.000 pacientes tratados, desenvolveu o Protocolo de Reversão Metabólica para pacientes com diabetes tipo 2 que já tentaram o caminho do remédio e querem entender se têm um caminho de remissão disponível. O protocolo trata a causa metabólica da diabetes, com avaliação individual completa antes de qualquer indicação, acompanhamento multidisciplinar durante e depois do procedimento, e o objetivo declarado de reduzir ou eliminar a dependência de medicação contínua , sempre respeitando o que é possível para o histórico e o quadro clínico de cada paciente. É um tratamento com início, meio e fim, o que muda a lógica de quem está acostumado a renovar receita todo mês sem data para parar. E quem já usou Ozempic ou Mounjaro para a diabetes? Muitos pacientes com diabetes tipo 2 usam canetas emagrecedoras como semaglutida (Ozempic) ou tirzepatida (Mounjaro) como parte do tratamento medicamentoso. Essas medicações ajudam a controlar a glicemia e reduzem peso enquanto estão em uso , mas seguem a mesma lógica do controle contínuo: quando o tratamento para, o efeito também para, e o reganho de peso costuma vir junto , muitas vezes acompanhado da piora da glicemia. (Ver artigo "Reganho de Peso Depois da Caneta Emagrecedora". ) Ter usado GLP-1 antes não impede a avaliação para o Protocolo de Reversão Metabólica. Pelo contrário, esse histórico ajuda o Dr. Marcelo a entender como o corpo do paciente respondeu ao tratamento hormonal e a estimar melhor o potencial de remissão pela via metabólica. Quem já sentiu efeitos colaterais da medicação (ver artigo "Efeitos Colaterais da Caneta Emagrecedora" ) ou já passou pelo ciclo de melhora seguida de reganho tem, nesse ponto, um motivo a mais para considerar uma alternativa com resultado definitivo. O que muda no dia a dia depois da remissão Para quem vive a rotina de diabetes há anos, a remissão tem um efeito prático que vai além do exame de sangue: Parar de picar o dedo todos os dias Deixar de aplicar insulina, quando o quadro permite Reduzir o medo de complicações como problemas renais, na visão e nas extremidades Comer em família sem o cálculo constante de carboidrato e dose Reverter, em muitos casos, sintomas associados como a queda de sensibilidade nas extremidades e a disfunção erétil ligada ao descontrole glicêmico Nenhum desses pontos é garantido para todos os pacientes, e por isso a avaliação individual é o primeiro passo, não a decisão final. Perguntas frequentes sobre remissão de diabetes tipo 2 Diabetes tipo 2 tem cura? Não da forma como se entende cura para uma infecção, por exemplo. O termo correto usado pela medicina é remissão: o paciente mantém a glicemia normal sem remédio, mas a predisposição metabólica continua existindo, e por isso o acompanhamento médico segue necessário. Qual a diferença entre controlar e reverter a diabetes tipo 2? Controlar é manter a glicemia estável enquanto se toma o remédio todos os dias. Reverter, ou entrar em remissão, é manter a glicemia normal sem depender da medicação, porque a causa metabólica da doença foi tratada, não só o sintoma. A cirurgia bariátrica cura a diabetes tipo 2? A cirurgia metabólica é hoje o tratamento com a maior taxa de remissão de diabetes tipo 2 documentada, especialmente em pacientes com obesidade associada. O resultado varia de paciente para paciente e depende de fatores como tempo de diagnóstico e uso prévio de insulina, por isso a indicação exige avaliação individual. Quem já usa insulina pode buscar a remissão da diabetes? Pode ser avaliado, mas o tempo de uso de insulina é um dos fatores que influenciam a chance de remissão. Quanto antes a avaliação acontece, maior costuma ser o potencial de resultado, o que não significa que pacientes com uso mais longo de insulina estejam automaticamente fora da possibilidade de tratamento. Quem já usou Ozempic ou Mounjaro pode ser avaliado para o Protocolo de Reversão Metabólica? Sim. Ter usado GLP-1 anteriormente não impede a avaliação e ajuda o médico a entender melhor o histórico metabólico do paciente antes de indicar o tratamento mais adequado. Quanto tempo leva para a diabetes entrar em remissão depois da cirurgia metabólica? Em muitos pacientes, a melhora na glicemia começa dias ou semanas após o procedimento, antes mesmo de uma perda de peso relevante, porque a cirurgia age diretamente nos hormônios que regulam açúcar no sangue. Quer saber se você tem chance de remissão? Se você tem diabetes tipo 2, já tenta controlar a doença há anos e quer entender se o seu caso tem potencial de remissão, o primeiro passo é uma avaliação individual com quem trata esse tipo de caso todos os dias.
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